As linhas tênues entre arquitetura e roupa


  • Linha de pensamento inicial:

A arquitetura, definida quanto a sua função de proteção ao ambiente externo e também se tratando da estética, se assemelha a roupa. No entanto, ela cumpre funções mais abrangentes que o simples fato de proteção e manutenção da temperatura corpórea viabilizado pelas vestes. A arquitetura desempenhava, anteriormente à ascensão dos meios de comunicação tecnológica, o papel de desvinculação da natureza e do excesso de informação proveniente desta e, mesmo sendo este cenário não tão coerente com a atual realidade, as vestimentas seriam capazes de promover este fenômeno, assim como a consequência direta do mesmo - a integração social de determinado grupo. A arquitetura, diferentemente do que é disseminado popularmente, não se restringe a abrigar, tampouco à beleza visual proporcionada, suas finalidades são diversas e refletem as necessidades e condições de cada período, fazendo também parte da cultura das respectivas civilizações da história. Portanto, torna-se evidente que, mesmo após as proporções tecnológicas provenientes das inúmeras revoluções, a arquitetura jamais perderá o seu lugar diante da mudança de contexto, porém é primordial que seja formada uma aliança entre ela e a as atuais demandas.

  • Conclusões tiradas após o debate em grupo no Museu da Pampulha:
Tornou-se claro que a discussão a respeito das diferenças entre a arquitetura e roupa não são tão simples e, portanto, não existe uma única resposta, tampouco uma resposta certa. No entanto, é possível afirmar que os campos de atuação de cada uma é diferente, enquanto a arquitetura abrange um campo maior, geralmente a roupa está restrita ao uso individual de um único corpo, desconsiderando as exceções. Ainda assim, é válido ressaltar que a arquitetura cumpre uma função social tão mais abrangente que a roupa, interfere no modo como ocorrem as relações entre os indivíduos e moldam toda uma organização social, ela reflete a cultura dos povos de uma forma mais permanente que a roupa, ou seja, é possível identificar o contexto em que determinada civilização viveu com base nos vestígios que resistiram ao longo do tempo. Depois de pontuar algumas das diferenças, retornamos ao que foi citado inicialmente, não existe uma verdade absoluta e eterna, a discussão é bastante ampla e complexa.

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